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COMO O FAVÔNIO QUE PASSA
Música: Francisco Antonio de Carvalho
Letra: J. M. de Macedo
Como levônio que passa
Rouba o aroma da flor
Um ingrato de minh'alma
Roubou meu primeiro amor.
Qual flavônio a flor olvida
Que passando beijos deu
És ingrato que ofuscou-me
Já de todo m'esqueceu.
E um favônio que além passa
Pobre flor não volta mais
E esse ingrato que iludiu-me
Nem sequer ouve meus ais.
E essa flor triste, alquebrada,
No jardim jaz ressequida,
Como em longas amarguras
Vai murchando a minha vida.